O Passado está no Presente

Arielle Schultz

Por Paolla Carvalho

Desde que o homem aprendeu o que é sensualidade, as mulheres usam roupas e adereços para atrair o sexo oposto ou mostrar o nível social a qual pertence. É difícil definir quando o mundo da moda teve seu início e demarcar precisamente quando ocorreram suas mudanças.

A Moda pode ser definida literalmente como um estilo aceitável, o que  é bastante controverso atualmente, sendo que nos tempos de hoje considera-se usar aquilo que nos faz sentir bem e satisfeitos, como moda. Atualmente a palavra tendência iria especificar melhor o tema, mudando praticamente todos os dias, ou melhor, por estação, definem o que seria melhor vestir para cada época do ano.

Na realidade a moda continua a mesma, as mudanças vem acontecendo dentro das tendências pré-estabelecidas da sociedade, do que seria bom ou ruim para se usar em determinados períodos de nossas vidas.
Se mexermos no guarda-roupa das nossas avós e mães, podemos encontrar peças clássicas que nunca saíram de moda ou que simplesmente voltaram após  vários anos. Algumas dessas peças passam por pequenas modificações, podendo ser totalmente remodelada por uma boa costureira, ou simplesmente, usá-la e usufruir da sua própria tendência ‘estilo vovozinha’, dando sentido à aquela frase que sempre foi dita por nossas mães, “Guarda, que um dia volta.”.

Não podemos falar de moda sem citar alguns conceitos, como cores, formas geométricas, transparências, estilos, estampas, cortes estratégicos, revoluções, entre outros. De certo, a indústria da moda é que muda mais rápido no mundo. Mas isso não é para nos desesperar, melhor pensar duas vezes antes de jogar uma roupa fora ou deixá-la no fundo do guarda-roupa, essa peça pode te salvar em um momento “S.O.S não tenho nada pra vestir”. O Pin Up está em alta, ser sexy e inocente ao mesmo tempo é uma boa pedida para o inverno. Podendo desfrutar de um vestidinho e aquele suéter com teia de aranha que ninguém se lembra mais.
Mesclar estilo e bem estar é a combinação perfeita para quem gosta de estar bonita. Este é o momento de usar tudo que aprecia e formar as novas tendências e variações de estilos para não deixar que a moda morra ou decline para a mesmice.

Para entender mais sobre essas questões de moda e tendências, Arielle Schultz, uma adolescente de dezesseis anos super antenada e estilosa, com seu cabelo colorido, disse: “Sempre gostei de coisas diferentes, não tive um motivo certo, só resolvi mudar.” Com essa frase, dá para entender bem o que significa a moda hoje, sentir-se bem com o que se usa.

Algumas pessoas não entendem e não aceitam diferenças como estas, tudo que é novo é assustador. Arielle, usa o termo “ETzinho” para explicar como algumas pessoas a veem com esse arco íris jogado nos cabelos. Quando questionada sobre o que a família fez quando resolveu mudar, entre alguns risos, contou que a primeira vez que sua mãe tentou lhe ajudar, a casa ficou mais rosa que seu cabelo.

Para a estudante a moda não pode ser ditada “não precisa ter uma pessoa ditando a moda, mostrando como tem que ser, é como você vai estar dentro dela, acho um mercado lindo, mais a moda é você quem faz,depende do seu jeito, sua mente, tudo. Um exemplo bobo, eu não gosto de vestidos curtos e rendados, e muitas garotas adoram e usam muito isso, não existe padrão cada um tem seu estilo”, acrescenta a adolescente.

A moda, depois de todos esses anos e mudanças sem fim, questiona a própria concepção de um padrão. A verdadeira moda pode nos conceder a opção de sermos como queremos, com tantas tendências e diferenças. Afinal,  porque ser igual se pode ser você mesmo?

 

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A Arte da Dança

Por Luana Vieira

Quando se ouve a palavra dança a primeira coisa que imaginamos é um som alto com uma pessoa fazendo vários movimentos corporais atrelados ao ritmo da música, mas para muitos a dança é muito mais do que isso. Hoje já há varias faculdades que possuem o curso superior de graduação em dança, o que possibilita a profissionalização de bailarinos e o aumento de  professores devidamente preparados nesta área.

E como toda profissão a dança também possui o seu dia. 29 de abril foi escolhido para esta comemoração. A data foi instituída em 1982 pelo CID (Comitê Internacional de Dança) da UNESCO. A escolha foi feita em homenagem ao mestre francês Jean-Georges Noverre que ultrapassou os princípios gerais que norteavam a dança do seu tempo para enfrentar problemas relativos à execução da sua obra. Sua proposta era atribuir expressividade a dança por meio do teatro de mímicas, simplificar a execução dos passos e colocar mais sutileza nos movimentos.

Para a coreógrafa Andréa Souto o Dia Internacional da Dança é uma data fundamental em seu calendário. Escute a sua entrevista  aqui.

Para a plateia, dançar parece ser algo simples e fácil de executar, mas não é bem assim que acontece, por isso vamos conhecer um pouco de algumas modalidades da dança.

Flash Mob

100 mulheres foram dançar a música Single Ladies, de Beyonce, nas ruas de Londres.

São aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação conjunta previamente combinada. Após executar a ação, os integrantes se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.

Esta modalidade vem ficando mais conhecida no Brasil, devido ao quadro ‘Dança da Galera’ do Programa do Faustão na Rede Globo. O sul do estado teve o seu primeiro Flash Mob no Dia Internacional da Dança, quando, um grupo de alunos do Centro de Dança de Resende apresentaram a coreografia Thriller ao som de Glee numa rua movimentada do bairro Penedo, em Itatiaia. A dança começou no intervalo de um show, que estava acontecendo num dos bares mais movimentados da cidade, causando grande surpresa as pessoas que ali estavam.

Neste vídeo vemos a apresentação do flash mob num presídio, e o tema escolhido pelos presos foi Michel Jackson.

Ballet

Na vida da bailarina os saltos sempre estão presentes.

O Ballet é a base para todos os tipos de dança, pois ele propicia a conscientização corporal, evitando os vícios de postura. A coreografia é realizada com músicas clássicas e os nomes dos passos são em francês. A bailarina quase sempre está dançando com sapatilhas de ponta, e com o seu partner (par), faz movimentos acrobáticos com pegadas e movimentos precisos, muitas vezes a roupa da apresentação é um figurino convencional, branco francês, chamado tutu. O Ballet se divide em três categorias:

Clássico
É um tipo de ballet onde a componente técnicados bailarinos é mais explorada. Contam-se histórias, introduzindo sempre passos complexos, que no conjunto impressionam a plateia pela sua dificuldade. Um ballet deste tipo é O Lago dos Cisnes.

Assista a apresentação de ballet clássico ao som da música Brasileirinho.

Contemporâneo
Também conhecido como Ballet Moderno, é um estilo onde não há uma preocupação em seguir uma sequência lógica na história. Mistura-se o ballet clássico com a expressão dos sentimentos. A roupa usada também é diferente, o habitual são collants e malhas em vez dos tradicionais tutus.

Romântico
É o estilo mais antigo e o que se consolidou mais cedo. Surgiu no século XIV, junto ao Movimento Romântico que se adaptava à realidade. Neste tipo de ballet, os tutus são os do tipo ‘Giselle’, mais compridos que os tradicionais e geralmente floridos.

O Brasil é o primeiro país a sediar uma filial do Ballet Bolshoi fora da Rússia, a sede desta filial fica na cidade de Joinville – SC. A Escola de Teatro Bolshoi no Brasil é um universo em evolução no propósito da formação artística. Com cinco mestres russos e onze brasileiros, a instituição qualifica bailarinos para o mercado profissional com diversas atividades culturais e educacionais, democratizando o acesso à arte, gerando comprometimento e proporcionando qualidade de vida aos alunos.

Jazz

O alongamento coordenado com um ritmo mais rápido resulta no Jazz.

Como uma importante forma de expressão artística, o jazz recebeu influências de diversos estilos e princípios técnicos como o ballet e a dança contemporânea. Algumas de suas variações são chamadas de Modern Jazz Dance, Soul Jazz, Rock Jazz, Jazz de Rua, Free Style entre outros.

Sendo forma de expressão pessoal criada e sustentada pelo improviso, acredita-se que a origem da Dança Jazz tenha raízes essencialmente populares. Com uma evolução inicial paralela à da música Jazz, que surgiu nos Estados Unidos no final do século passado, tendo origem na cultura negra. A dança encontrou nos palcos da Broadway, em Nova Yorque, o seu melhor meio de desenvolvimento. Em 1933, ela já se destacava no cinema com Fred Astaire, em seu primeiro filme “Dancing Lady” junto com Ginger Rogers.

Confira a apresentação de um grupo de jazz da cidade Itatiaia no 16º Festival de Dança de Nova Iguaçu.

“Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho…”

E para quem acha que tudo isso só acontece em academias de dança, esta muito enganado, além de apresentações nas ruas também há os festivais. Um festival de dança é o lugar onde os bailarinos se encontram para mostrar o que sabem, ele pode ser competitivo ou não. No Brasil, um dos maiores do mundo, o Festival de Dança de Joinville, que ocorre todos os anos no mês de julho, foi criado em 1983 pelo professor de balé Carlos Tafur e a artista plástica Albertina Tuma. Cada edição dura em torno de duas semanas, geralmente nas duas últimas semanas de julho. Paralelamente acontecem outros eventos como a Mostra de Dança Contemporânea (não competitiva), o Festival Meia Ponta (para crianças), a Feira da Sapatilha, entre outros. O ambiente é extremamente competitivo, porque existe uma seleção  rigorosa em que a premiação ocorre apenas pela entrega de troféus e título. Neste festival há também a premiação em dinheiro e bolsas de estudos no exterior. Mesmo sendo um ambiente de competitividade acirrada, nos bastidores os bailarinos precisam aprender a conviver bem nessas situações de stress e cobrança, tanto entre eles como dos professores, porque o desequilíbrio psicológico pode levar a deslizes que no palco levam a perdas de um ou meio ponto, que serão decisivos no resultado final, podendo fazer com que todo um ano de trabalho seja perdido.

Para estes artistas este momento é o ápice, pois é no palco que você sabe se realmente aquelas horas e horas de ensaio foram válidas, quando a sua alma entra em sintonia com o corpo e todo o nervosismo some. Naquele momento só existe você, o palco e a melodia. E como diria Wayne Dye “Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho…”

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