A história da cerveja

Os egípicios decobriram uma das bebidas mais consumidas no mundo

Por Kamilla Palhano

A cerveja tem uma história longa, remota ao Antigo Egito, quando o homem descobriu, ao sabor do acaso, o processo de fermentação, e desde então não parou de consumir essa bebida. Para alguns estudiosos, as próprias pirâmides foram construídas ao custo de muitos e muitos litros de cerveja, e esta bebida, teria causado a primeira revolução agrária do mundo! Mais tarde, os padeiros, devido à natureza dos ingredientes, tornaram-se mestres cervejeiros. O processo de fabricação era fácil, o que justifica seu surgimento tão despretensioso. A cevada era deixada de molho até germinar e, então, moída grosseiramente, moldada em bolos aos quais se adicionava a levedura. Os bolos, após parcialmente assados e desfeitos, eram colocados em jarras com água e deixados fermentar, e vualá, estava pronta a bebida fermentada mais consumida no mundo!

Entrando um pouco mais na história, há evidências de que a prática da cervejaria originou-se na região da Mesopotâmia onde a cevada cresce em estado selvagem. Os primeiros registros de fabricação de cerveja têm aproximadamente seis mil anos e remetem aos Sumérios, o povo que habitava a mesopotâmia. Documentos históricos mostram que em2100 a.C. os sumérios alegravam-se com uma bebida fermentada, obtida de cereais, que era a base da alimetação desse povo. Na Suméria, cerca de 40% da produção dos cereais destinavam-se às cervejarias chamadas “casas de cerveja”, mantidas por mulheres. Os egípcios logo aprenderam a arte de fabricar cerveja e carregaram a tradição no milênio seguinte, agregando o líquido à sua dieta diária.

A cerveja produzida naquela época era bem diferente da de hojeem dia. Eraescura, forte e muitas vezes substituía a água, visto que era mais seguro consumir a cerveja do que a água, que estava sujeita a todos os tipos de contaminação, causando diversas doenças à população.

A expansão definitiva da cerveja se deu com o Império Romano, que se encarregou de levá-la para todos os cantos onde ainda não era conhecida. Júlio César era um grande admirador da cerveja e, em49 a.C., depois de cruzar o Rubicão, ele deu uma grande festa a seus comandantes, na qual a principal bebida era a cerveja. Já à César,  é atribuída a introdução de cerveja entre os britânicos, pois quando ele chegou à Britânia, esse povo apenas bebia leite e licor de mel. Através dos romanos a cerveja também chegou à Gália (hoje a França). E foi aí que, definitivamente, a bebida ganhou seu nome latino o qual conhecemos hoje. Os gauleses denominavam essa bebida de cevada fermentada de “cerevisia” ou “cervisia” em homenagem a Ceres, deusa da agricultura e da fertilidade.

Na Idade Média, os conventos assumiram a fabricação da cerveja que, até então, era uma atividade familiar, como cozer o pão ou fiar o linho. Pouco a pouco, à medida que cresciam os aglomerados populacionais e que se libertavam os servos, entre os séculos VII e IX, começaram a surgir artesãos cervejeiros, trabalhando principalmente para grandes senhores e para abadias e mosteiros. O monopólio da fabricação da cerveja até por volta do século XI continuou com os conventos que desempenhavam relevante papel social e cultural, acolhendo os peregrinos de outras regiões. Por isso, todo monastério dispunha de um albergue e de uma cervejaria. Os monges por serem os únicos que reproduziam os manuscritos da época, puderam conservar e aperfeiçoar a técnica de fabricação da cerveja.

Com o aumento do consumo da bebida, os artesãos das cidades começaram também a produzi-la, o que levou os poderes de públicos a se preocupar com o hábito de se beber cerveja. As tabernas ou cervejarias eram locais onde se discutiam assuntos importantes e muitos negócios concluíam-se entre um gole e outro de cerveja. A partir do séc. XII pequenas fábricas foram surgindo nas cidades europeias e com uma técnica mais aperfeiçoada, os cervejeiros já sabiam que a água tinha um papel determinante na qualidade da cerveja. Assim a escolha da localização da fábrica era feita em função da proximidade de fontes de água muito boa.

A cerveja é mais antiga do que muitos pensam

Viu, a história da cerveja é bem mais antiga e interessante do que se pensava!

Falar tanto de cerveja deu água na boca! Então vale fazer um pitstop para uma cervejada. Depois volte aqui e leia as dicas para evitar aquela ressaca (mais cedo ou mais tarde você vai me agradecer!).

Dicas para curar a Ressaca

Não fique de bode, descubra como curar a ressaca!

Para antes e durante:
1Beba água entre uma cerveja e outra. É importante manter o corpo hidratado sempre. O álcool desidrata o corpo e a cerveja, diurética, nos faz eliminar muito líquido, portanto você precisa reabastecer com frequência.

2- Não beba de estômago vazio. Como a bebida diminui o nível de açúcar no sangue, comer é importantíssimo para que o organismo não saia do seu nível normal. Comer antes de dormir também

Para durante e depois:

1– Beba muita água antes de dormir. Muitas vezes a dor de cabeça do dia seguinte é desidratação causada pelo álcool. Beba no mínimo de 2 a 3 copos.

2– Aspirina ou outro analgésico – pílulas ou efervescentes, ajudam a combater a dor de cabeça.

3– Antiácidos – eles ajudam caso seu estômago apresente sinais de irritação

4– Café, chá, Coca-Cola – para reanimar. Além disso, tais líquidos te manterão hidratados também.

5– Coma bem no dia seguinte. Evite gorduras e comidas pesadas – seu estômago já está sofrendo o suficiente – mas não deixe de comer. Comer um pouco antes de dormir também ajuda algumas pessoas.

6– Dê um intervalo de 48 horas. A história de que a “rebatida” cura tudo pode até ter um fundinho de verdade, mas ninguém aqui quer terminar doente ou sócio do AA.

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O Passado está no Presente

Arielle Schultz

Por Paolla Carvalho

Desde que o homem aprendeu o que é sensualidade, as mulheres usam roupas e adereços para atrair o sexo oposto ou mostrar o nível social a qual pertence. É difícil definir quando o mundo da moda teve seu início e demarcar precisamente quando ocorreram suas mudanças.

A Moda pode ser definida literalmente como um estilo aceitável, o que  é bastante controverso atualmente, sendo que nos tempos de hoje considera-se usar aquilo que nos faz sentir bem e satisfeitos, como moda. Atualmente a palavra tendência iria especificar melhor o tema, mudando praticamente todos os dias, ou melhor, por estação, definem o que seria melhor vestir para cada época do ano.

Na realidade a moda continua a mesma, as mudanças vem acontecendo dentro das tendências pré-estabelecidas da sociedade, do que seria bom ou ruim para se usar em determinados períodos de nossas vidas.
Se mexermos no guarda-roupa das nossas avós e mães, podemos encontrar peças clássicas que nunca saíram de moda ou que simplesmente voltaram após  vários anos. Algumas dessas peças passam por pequenas modificações, podendo ser totalmente remodelada por uma boa costureira, ou simplesmente, usá-la e usufruir da sua própria tendência ‘estilo vovozinha’, dando sentido à aquela frase que sempre foi dita por nossas mães, “Guarda, que um dia volta.”.

Não podemos falar de moda sem citar alguns conceitos, como cores, formas geométricas, transparências, estilos, estampas, cortes estratégicos, revoluções, entre outros. De certo, a indústria da moda é que muda mais rápido no mundo. Mas isso não é para nos desesperar, melhor pensar duas vezes antes de jogar uma roupa fora ou deixá-la no fundo do guarda-roupa, essa peça pode te salvar em um momento “S.O.S não tenho nada pra vestir”. O Pin Up está em alta, ser sexy e inocente ao mesmo tempo é uma boa pedida para o inverno. Podendo desfrutar de um vestidinho e aquele suéter com teia de aranha que ninguém se lembra mais.
Mesclar estilo e bem estar é a combinação perfeita para quem gosta de estar bonita. Este é o momento de usar tudo que aprecia e formar as novas tendências e variações de estilos para não deixar que a moda morra ou decline para a mesmice.

Para entender mais sobre essas questões de moda e tendências, Arielle Schultz, uma adolescente de dezesseis anos super antenada e estilosa, com seu cabelo colorido, disse: “Sempre gostei de coisas diferentes, não tive um motivo certo, só resolvi mudar.” Com essa frase, dá para entender bem o que significa a moda hoje, sentir-se bem com o que se usa.

Algumas pessoas não entendem e não aceitam diferenças como estas, tudo que é novo é assustador. Arielle, usa o termo “ETzinho” para explicar como algumas pessoas a veem com esse arco íris jogado nos cabelos. Quando questionada sobre o que a família fez quando resolveu mudar, entre alguns risos, contou que a primeira vez que sua mãe tentou lhe ajudar, a casa ficou mais rosa que seu cabelo.

Para a estudante a moda não pode ser ditada “não precisa ter uma pessoa ditando a moda, mostrando como tem que ser, é como você vai estar dentro dela, acho um mercado lindo, mais a moda é você quem faz,depende do seu jeito, sua mente, tudo. Um exemplo bobo, eu não gosto de vestidos curtos e rendados, e muitas garotas adoram e usam muito isso, não existe padrão cada um tem seu estilo”, acrescenta a adolescente.

A moda, depois de todos esses anos e mudanças sem fim, questiona a própria concepção de um padrão. A verdadeira moda pode nos conceder a opção de sermos como queremos, com tantas tendências e diferenças. Afinal,  porque ser igual se pode ser você mesmo?

 

Brasil: um país de animais abandonados

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Cães são levados à feira para adoção

Por Larine Flores

Abandono e direitos dos animais no Brasil

 Às vezes, chegam em pequenas caixas, enrolados em cobertores e com os olhos ainda fechados. Em outros casos, aparecem na porta, deixados para trás por uma família que “não pôde cuidar”. Ocasionalmente, se apegam e os laços são criados sem que a família perceba. Talvez alguma tia o ache um presente diferente no Natal. As maneiras com que a adoção de um animal acontece são variadas em quantidade e qualidade, assim como seu convívio e destino.

No Brasil, cerca de dois milhões de cães se encontram em situação de abandono e sabe-se que o número é bem maior quando outras espécies domésticas são contabilizadas. Mas o que leva tantos animais às ruas? No Brasil, uma das justificativas mais populares para o abandono é o desemprego e a crise econômica. A partir do momento em que a família precisa privar-se de algum entretenimento ou até mesmo fazer uma pequena economia, o animal de estimação é o primeiro a sair da lista de prioridades. Nas festas de Natal e Ano Novo, que coincidem com as férias escolares, a situação se agrava e o abandono pode aumentar em até 70%. Os motivos mais comuns são as viagens de fim de ano e a falta de espaço para o animal no destino ou impossibilidade de levá-lo com a família. Em alguns casos, o período é muito longo e não há quem cuide do animal.

Atualmente uma nova modalidade de abandono vem acontecendo e, por incrível que pareça, mais comumente entre as classes média e alta. Os hotéis para animais, pet shops e consultórios veterinários vêm sendo cada vez mais vítimas de golpes em que o dono leva o animal, muitas vezes de raça e pedigree, para tosa, banho, consulta ou estadia, e nunca mais volta. É o chamado “abandono premeditado”, onde o suposto cliente informa nome e telefone falsos e se torna incomunicável quando o animal fica pronto para ir pra casa.

O Brasil ainda não tem uma legislação específica para os animais, portanto, a principal ferramenta de proteção aos animais é a Lei Federal 9.605/98, que trata de crimes ambientais. Segundo ela, “praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos” tem pena de três meses a um ano de prisão e multa, que é aumentada de um terço a um sexto se o animal morrer.

A lei atual considera maus-tratos abandonar, espancar, envenenar, deixar de alimentar, manter preso em corrente ou local pequeno ou sujo, entre outras práticas. Para que o agressor do animal seja punido, é necessário que uma testemunha denuncie a situação, não se omita.

São Paulo, a maior cidade do país, tem pelo menos 60 animais recolhidos diariamente pelo Centro de Controle de Zoonoses. Segundo o Centro, 80% deles não são resgatados e precisam ser sacrificados. O problema não é exclusivamente brasileiro. Nos Estados Unidos, Canadá, Inglaterra, Suíça e Suécia, a tecnologia já permite que os pets tenham microchips implantados sob a pele, o que possibilita o rastreamento em caso de perda ou fuga, mas também ajuda a localizar o dono de um animal abandonado e puni-lo. Infelizmente, pelo custo elevado, a solução não é acessível para todos os países ou classes sociais.

Apesar das dificuldades e dos números pessimistas, existe um grupo de pessoas que cresce a cada dia: os protetores. O título, que não é mais exclusivo de veterinários ou criadores, é frequentemente empregado para caracterizar pessoas que se importam e realizam ações em prol dos animais. Um protetor muitas vezes não tem oportunidade de fazer grandes doações ou criar um canil em casa, mas muitas vezes um abrigo temporário em dias de clima hostil, enquanto o animal espera transferência ou adoção, durante gestações ou convalescência.

Barra Mansa na luta pela adoção

Em Barra Mansa, interior do estado do Rio de Janeiro, a Associação de Protetores dos Animais é uma das instituições que realizam o trabalho. Além de manter um canil com média de 80 animais onde apenas vítimas de abandono, doenças ou desnutrição extrema são aceitos, a APA-BM promove todos os sábados, de 9h30 às 13h, uma feira nas proximidades da Praça da Preguiça, no centro do município. Lá, os animais têm a oportunidade da adoção e os visitantes podem doar e conhecer o trabalho da Associação.

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Uander com Lassie e Beethoven, filhotes adotados

No sábado, 5 de maio, 12 animais foram adotados no que foi considerada uma “manhã proveitosa”. Entre as famílias adotantes está a de Uander da Silva, que resgatou dois filhotes, Lassie e Beethoven. “Os animais são companheiros. Eu tenho uma irmã pequena que adora animais e sempre pediu que tivéssemos um cachorro e, como não queremos que ele se sinta sozinho, achamos melhor ter dois!”

Não só de adotantes a feira é composta. Dona Maria das Graças Oliveira Seixas, do bairro Boa Sorte, estava lá, levando seus animais para adoção. Os cães Crodoaldo, Tereza Cristina e Griselda, nomeados graças à personagens da novela Fina Estampa, já não são mais tão filhotes. A mãe deles, uma cadela em estado de desnutrição e abuso nas ruas, foi encontrada por Dona Maria já esperando os filhotes e resgatada em sua casa. Depois do nascimento, ela ainda cuidou dos animais até que tivessem idade suficiente para saírem do convívio da mãe. “Por vontade, ficaria com todos, mas moro em uma casa pequena e não existe espaço para todos eles. Prefiro que alguém com espaço e mais disponibilidade possa dar uma vida melhor a eles”, ela declara já com saudade.

Maria Aparecida Moreira, de 58 anos, moradora do bairro São Luís, foi outra adotante. Ela, que se diz uma defensora amorosa dos animais, abraçou seu novo companheiro e confessou quanto um animal faz falta em qualquer casa. “Eu já tive outros animais e não consigo viver sem, adoro criar e cuidar deles, é minha paixão!.”

Infelizmente, na Feira também são atendidos casos não tão felizes. Fabiano Rodrigues de Brito, de 31 anos, é morador da Vila Maria e compareceu ao evento para levar um animal com uma grande lesão no abdômen. De acordo com Fabiano, se o cão não fosse salvo naquele momento, correria risco nas ruas, tanto por outros animais quanto por humanos, que poderiam se assustar com o ferimento e rechaçá-lo. O animal foi acomodado em um abrigo improvisado durante a Feira e levado ao Canil da APA para tratamento.

Maior que o desejo de ver os animais adotados é a responsabilidade para que o futuro deles seja melhor que o passado. Tanto nas Feiras quanto no Canil, o candidato a adotante precisa apresentar um documento de Identidade, CPF, comprovante de residência e um termo de adoção preenchido. O termo nada mais é que uma declaração detalhada das condições familiares e residenciais em que o animal viverá. Se aprovada, a ficha é encaminhada para a sede da APA, onde fica retida por um tempo médio de 45 dias, quando agentes da instituição visitam o local e verificam as informações e a situação do animal.

A APA ainda aponta a necessidade da solidariedade para que cada vez mais animais sejam ajudados. Ração, jornal, cobertores, toalhas e até medicações de outros animais são aproveitadas pela instituição, que tem a maioria da renda advinda de outros apaixonados por animais. Ainda é importante ressaltar que somente voluntários trabalham no local e que qualquer pessoa pode também colaborar.

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A APA-BM conta com doações para manutenção dos cuidados aos animais

A adoção no país também precisa passar pela barreira do preconceito: a maioria dos animais negros, deficientes e mais velhos não é adotada. O canil da APA conta com cerca de 15% de animais na linha da não-adoção e já os considera cativos, já que a adoção é muito improvável. Um dos motivos pelos quais eles não são adotados muitas vezes cai para a crença de que ele não se adapte ou habitue com o novo ambiente. Segundo os protetores, tais animais são ótimas companhias para aqueles que não têm muito tempo ou não podem ser tão presentes no cuidado com o animal. Além de não estarem mais na fase da agitação natural dos filhotes, eles também valorizam mais o contato com o dono, demonstrando um comportamento mais carinhoso.

O problema predominante na questão do abandono é a falta de perspectiva futura no ato da adoção. O animal, filhote, frágil e novidade, deixa de ser interessante em seu crescimento ou comportamento. É necessário que haja conscientização de que, como qualquer ser vivo, o cão ou gato apresentará comportamento próprio e muitas vezes a tolerância precisará ser exercitada no convívio diário. Outro ponto importante é lembrar que o animal tem uma estimativa de vida longa e precisará de cada vez mais cuidados com o passar dos anos.

Cães, gatos e outros animais domésticos são cientificamente comprovados como portadores de sistema nervoso desenvolvido, o que os concede sensibilidade física e também capacita a empatia com sentimentos humanos. No momento do abandono e na situação de rua, eles podem desenvolver traumas assim como os seres humanos, criando comportamentos ariscos, agitados e até mesmo temerosos. Por este motivo, os animais encaminhados para canis e associações são frequentemente pacientes de tratamentos psicológicos onde é valorizado o convívio pacífico com outros animais e o tratamento de respeito e carinho com os humanos. A maioria dos animais não se recupera totalmente, vivendo ainda com os traços das situações de risco que viveram.

Até a data do fechamento desta edição, a Associação dos Protetores de Animais lutava em busca de espaço e infra-estrutura para promover o bingo beneficente em prol dos animais. Contudo, a quantidade de recursos e prendas ainda era limitada.

Abandono de animais: além da superpopulação

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Gatos também são doados na feira


O abandono é, além de um problema que acomete os animais, uma questão de saúde pública que muitas vezes é incentivada e agravada pela própria sociedade. A criação e venda de animais é uma atividade muito condenada pelos protetores. Henia Silva de Vasconcelos, presidente da Associação Protetora dos Animais de Barra Mansa, fala sobre issoe salienta que a procriação compulsiva pode causar diversos prejuízos à fêmea e à cria, que na maioria das vezes não consegue os nutrientes necessários no leite da mãe, já debilitada.

Maus tratos aos animais e a revolta popular

Em dezembro do ano passado, um caso de maus-tratos chocou o país. Uma enfermeira de Formosa, em Goiás, foi gravada enquanto agredia um cão da raça yorkshire. O pior: sua filha de três anos assistia ao espancamento. O caso repercutiu a nível mundial e explodiu na mídia. O vídeo rapidamente se espalhou nas redes sociais e as mais diversas opiniões foram dadas sobre ele. No fim, Camila Corrêa alegou sofrer com a situação, sentir muito arrependimento e estar em choque, mas a população não perdoou. Com a cobrança popular, ela foi julgada pela morte do animal e também por exposição da filha a constrangimento. Graças à primariedade do crime, Camila teve a pena de até um ano e meio de detenção reduzida a uma multa de R$3 mil, que poderá ser revertida em cestas básicas e prestação de serviços.