FutArt

Marcas de expressão popular que mexem com as emoções do público e movimentam multidões. Por Renan Tolentino

“A vida imita a arte”. Todos conhecemos essa expressão usada para descrever momentos em que determinadas situações da vida parecem ter saído de um roteiro de cinema ou são tão belas que merecem ser emolduradas. No futebol não é diferente. Quantas vezes ouvimos o locutor do jogo, ao narrar um golaço, descrevê-lo como uma obra de arte?

Neymar parte da esquerda com a bola, se livra de dois marcadores, tabela com Borges, avança em direção à grande área, passa pela marcação de Ronaldo Angelim com um drible desconcertante, e bate na saída do goleiro.  Gol! Golaço! “Uma obra prima de Neymar número11.”Assim descreveu Luiz Roberto, narrador esportivo da rede Globo, ao narrar o gol, que posteriormente seria escolhido como o  mais bonito do ano de 2011.

Expressões do tipo “Futebol-arte” e “A equipe joga por música” são muito comuns no meio esportivo, aliando o esporte à arte, dando um tom mais poético e romântico para a partida. E também há aquele momento em que o futebol vira tema e salta dos gramados para inspirar os artistas em suas obras, monstrando as mais diferentes faces desse jogo que é paixão nacional. Seja representado a paixão de um torcedor através de uma pintura ou através de um filme, como “Heleno”(março de 2012), o futebol serve de inspiração para os mais diferentes segmentos do meio artístico. Nas Artes Plásticas Entre alguns artistas que já trabalharam com o tema, destaca-se Cândido Portinari e sua obra “O Futebol”.

Na Literatura Machado de Assis e Carlos Drumond de Andrade com o livro “Quando é dia de futebol”, são dois dos nomes mais importantes da literatura brasileira que já foram buscar no esporte inspiração para criarem suas obras.

Cinema Os longas “Pelé Eterno” e “Garrincha, Alegria do Povo” trouxeram em seu enredo a história de dois dos principais esportistas do país.  Já entre os times que levaram sua história para o cinema, podemos citar o clube paulista Corinthians com o filme “Todo Poderoso Timão”.

 

Música Talvez seja o segmento das Artes em que o futebol foi mais retratado, presente nas letras de diversos estilos  e contado nas vozes dos mais diferentes cantores. Desde compositores consagrados como Noel Rosa, passando por Chico Buarque, Jorge Benjor, O Rappa até  o grupo Skank que fez da música “É uma partida de futebol” um hino do esporte.

Como vimos, não é de hoje que essa tabelinha entre futebol e arte se faz presente. Já faz parte do jogo. As duas atividades possuem seu papel social e  mexem com a mente e a paixão de todos que participam dessa jogada. Atletas, torcedores, artistas e público. Uma Obra Prima! Verdadeiro gol de placa!

A Arte da Dança

Por Luana Vieira

Quando se ouve a palavra dança a primeira coisa que imaginamos é um som alto com uma pessoa fazendo vários movimentos corporais atrelados ao ritmo da música, mas para muitos a dança é muito mais do que isso. Hoje já há varias faculdades que possuem o curso superior de graduação em dança, o que possibilita a profissionalização de bailarinos e o aumento de  professores devidamente preparados nesta área.

E como toda profissão a dança também possui o seu dia. 29 de abril foi escolhido para esta comemoração. A data foi instituída em 1982 pelo CID (Comitê Internacional de Dança) da UNESCO. A escolha foi feita em homenagem ao mestre francês Jean-Georges Noverre que ultrapassou os princípios gerais que norteavam a dança do seu tempo para enfrentar problemas relativos à execução da sua obra. Sua proposta era atribuir expressividade a dança por meio do teatro de mímicas, simplificar a execução dos passos e colocar mais sutileza nos movimentos.

Para a coreógrafa Andréa Souto o Dia Internacional da Dança é uma data fundamental em seu calendário. Escute a sua entrevista  aqui.

Para a plateia, dançar parece ser algo simples e fácil de executar, mas não é bem assim que acontece, por isso vamos conhecer um pouco de algumas modalidades da dança.

Flash Mob

100 mulheres foram dançar a música Single Ladies, de Beyonce, nas ruas de Londres.

São aglomerações instantâneas de pessoas em um local público para realizar determinada ação conjunta previamente combinada. Após executar a ação, os integrantes se dispersam tão rapidamente quanto se reuniram. A expressão geralmente se aplica a reuniões organizadas através de e-mails ou meios de comunicação social.

Esta modalidade vem ficando mais conhecida no Brasil, devido ao quadro ‘Dança da Galera’ do Programa do Faustão na Rede Globo. O sul do estado teve o seu primeiro Flash Mob no Dia Internacional da Dança, quando, um grupo de alunos do Centro de Dança de Resende apresentaram a coreografia Thriller ao som de Glee numa rua movimentada do bairro Penedo, em Itatiaia. A dança começou no intervalo de um show, que estava acontecendo num dos bares mais movimentados da cidade, causando grande surpresa as pessoas que ali estavam.

Neste vídeo vemos a apresentação do flash mob num presídio, e o tema escolhido pelos presos foi Michel Jackson.

Ballet

Na vida da bailarina os saltos sempre estão presentes.

O Ballet é a base para todos os tipos de dança, pois ele propicia a conscientização corporal, evitando os vícios de postura. A coreografia é realizada com músicas clássicas e os nomes dos passos são em francês. A bailarina quase sempre está dançando com sapatilhas de ponta, e com o seu partner (par), faz movimentos acrobáticos com pegadas e movimentos precisos, muitas vezes a roupa da apresentação é um figurino convencional, branco francês, chamado tutu. O Ballet se divide em três categorias:

Clássico
É um tipo de ballet onde a componente técnicados bailarinos é mais explorada. Contam-se histórias, introduzindo sempre passos complexos, que no conjunto impressionam a plateia pela sua dificuldade. Um ballet deste tipo é O Lago dos Cisnes.

Assista a apresentação de ballet clássico ao som da música Brasileirinho.

Contemporâneo
Também conhecido como Ballet Moderno, é um estilo onde não há uma preocupação em seguir uma sequência lógica na história. Mistura-se o ballet clássico com a expressão dos sentimentos. A roupa usada também é diferente, o habitual são collants e malhas em vez dos tradicionais tutus.

Romântico
É o estilo mais antigo e o que se consolidou mais cedo. Surgiu no século XIV, junto ao Movimento Romântico que se adaptava à realidade. Neste tipo de ballet, os tutus são os do tipo ‘Giselle’, mais compridos que os tradicionais e geralmente floridos.

O Brasil é o primeiro país a sediar uma filial do Ballet Bolshoi fora da Rússia, a sede desta filial fica na cidade de Joinville – SC. A Escola de Teatro Bolshoi no Brasil é um universo em evolução no propósito da formação artística. Com cinco mestres russos e onze brasileiros, a instituição qualifica bailarinos para o mercado profissional com diversas atividades culturais e educacionais, democratizando o acesso à arte, gerando comprometimento e proporcionando qualidade de vida aos alunos.

Jazz

O alongamento coordenado com um ritmo mais rápido resulta no Jazz.

Como uma importante forma de expressão artística, o jazz recebeu influências de diversos estilos e princípios técnicos como o ballet e a dança contemporânea. Algumas de suas variações são chamadas de Modern Jazz Dance, Soul Jazz, Rock Jazz, Jazz de Rua, Free Style entre outros.

Sendo forma de expressão pessoal criada e sustentada pelo improviso, acredita-se que a origem da Dança Jazz tenha raízes essencialmente populares. Com uma evolução inicial paralela à da música Jazz, que surgiu nos Estados Unidos no final do século passado, tendo origem na cultura negra. A dança encontrou nos palcos da Broadway, em Nova Yorque, o seu melhor meio de desenvolvimento. Em 1933, ela já se destacava no cinema com Fred Astaire, em seu primeiro filme “Dancing Lady” junto com Ginger Rogers.

Confira a apresentação de um grupo de jazz da cidade Itatiaia no 16º Festival de Dança de Nova Iguaçu.

“Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho…”

E para quem acha que tudo isso só acontece em academias de dança, esta muito enganado, além de apresentações nas ruas também há os festivais. Um festival de dança é o lugar onde os bailarinos se encontram para mostrar o que sabem, ele pode ser competitivo ou não. No Brasil, um dos maiores do mundo, o Festival de Dança de Joinville, que ocorre todos os anos no mês de julho, foi criado em 1983 pelo professor de balé Carlos Tafur e a artista plástica Albertina Tuma. Cada edição dura em torno de duas semanas, geralmente nas duas últimas semanas de julho. Paralelamente acontecem outros eventos como a Mostra de Dança Contemporânea (não competitiva), o Festival Meia Ponta (para crianças), a Feira da Sapatilha, entre outros. O ambiente é extremamente competitivo, porque existe uma seleção  rigorosa em que a premiação ocorre apenas pela entrega de troféus e título. Neste festival há também a premiação em dinheiro e bolsas de estudos no exterior. Mesmo sendo um ambiente de competitividade acirrada, nos bastidores os bailarinos precisam aprender a conviver bem nessas situações de stress e cobrança, tanto entre eles como dos professores, porque o desequilíbrio psicológico pode levar a deslizes que no palco levam a perdas de um ou meio ponto, que serão decisivos no resultado final, podendo fazer com que todo um ano de trabalho seja perdido.

Para estes artistas este momento é o ápice, pois é no palco que você sabe se realmente aquelas horas e horas de ensaio foram válidas, quando a sua alma entra em sintonia com o corpo e todo o nervosismo some. Naquele momento só existe você, o palco e a melodia. E como diria Wayne Dye “Quando você dança, seu propósito não é chegar a determinado lugar. É aproveitar cada passo do caminho…”

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